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Síndrome da Impostora

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Como a Síndrome da Impostora está afetando a sua carreira

“Somos todos impostores”. Foi com essa frase que iniciei o meu primeiro dia à frente de Comunicação e Marketing da Mulheres no Comando. Enquanto a Jéssica Paraguassu, minha líder, mentora e CEO falava sobre a Síndrome da Impostora, eu identificava cada momento da minha vida em que me senti uma fraude.

Você já desistiu de algum sonho por acreditar que não era boa o suficiente ou por achar que existe alguém por aí, nesse mundão, que faria e está fazendo melhor do que você?

E se você descobrisse que essa pessoa, tão melhor do que você, também vive com a Síndrome da Impostora, e só entendeu o que fazer com todas essas sensações?

Quer entender mais, não é mesmo? Então, fique aqui comigo. Nós temos muito para conversar.

O que é a Síndrome da Impostora?

Em primeiro lugar, precisamos entender que a Síndrome da Impostora é uma autopercepção nossa, mas que também tem muitos contextos culturais e sociais interligados.

Basicamente, é um sentimento de incapacidade. Achamos que não somos capazes de exercer um cargo, uma função, de ter uma relação com alguém, de aprender, de sonhar e de realizar.

Gosto de dizer que a impostora é um alter ego, mas que, diferente do dicionário, a gente não pode confiar. Sempre que damos ouvidos, borramos a imagem verdadeira de nós mesmas. 

E então, chegamos no nosso trabalho e passamos por situações de assédio, de competição irracional, lideranças que não conseguem administrar metas corretamente e expectativas incompatíveis com a realidade. 

Cada um desses pontos acelera a Síndrome da Impostora em nós. Nivela o nosso potencial por baixo e limita os nossos objetivos. Aos poucos, a impostora toma o lugar de protagonista e começa a gerenciar a nossa história.

Vivemos achando que não podemos aceitar uma promoção porque não somos capacitadas, que não podemos entrar em uma outra relação depois de termos saído de outra, que não somos amigas o suficiente para quem está ao nosso lado… Não somos mães tão boas quanto as da internet, nem profissionais tão competentes quanto as que vemos no LinkedIn. E o caos se instala. Percebem como, mesmo começando de forma sutil, pode virar uma bola de neve gigante?

Agora, sabemos que ela vem de dentro, pode ser estimulada por fatores externos e afetar todas as áreas da nossa vida. Mas, será que só nós, mulheres, sofremos com isso?

Mulheres são mais propensas a sofrerem com a Síndrome da Impostora?

Os homens também podem viver (e vivem!) com a síndrome, mas é importante ressaltar que a primeira vez que esse fenômeno foi observado, foi em um estudo feito por mulheres e que analisava mulheres. 

Dessa forma, Clance e Imes, autoras do estudo, destacaram, ao longo de suas pesquisas, justamente a internalização de estereótipos de gênero, infância, classes sociais e questões raciais como agentes geradores da Síndrome da Impostora.

Desse estudo, surgiu a Escala de Clance, que basicamente é um questionário que pode te ajudar a entender se você está vivendo essa autopercepção em sua vida.

Lembrando que o Clance Impostor Phenomenon Scale (CIPS) não serve para dar um diagnóstico, mas tem validade científica. Portanto, o seu resultado é confiável para uma avaliação individual.

Quais os impactos da Síndrome da Impostora na minha vida?

Convivendo com a Síndrome da Impostora, você pode simplesmente:

– Deixar seus sonhos de lado;

– Parar de confiar em si mesma;

– Nutrir sentimentos de rejeição por si;

– Abrir mão de passos importantes que você precisa dar;

– Deixar de conquistar coisas;

– Conviver sempre com o medo e com a culpa por não ter tentado;

– Viver em um looping de reclamações e frustrações;

E a lista é imensa!

Por outro lado, você dificilmente vai passar uma vida sem a síndrome. Invariavelmente, ela pode te afetar, e aí é que mora o segredo: você decide o que fazer com essa autopercepção.

Você pode deixar o medo de falhar e a sensação de incapacidade te dominar. Mas também pode usar tudo isso para se fortalecer, para avançar, para impulsionar as mudanças que quer na sua vida.

Claro, sozinha é um pouco mais desafiador. Possível, mas desafiador. Todas nós precisamos de ajuda umas das outras para vencer esses medos, e o primeiro passo já demos. Agora que sabemos que todas se sentem assim, parece mais fácil, não é?

E a empresa também tem responsabilidade sobre esse processo. Já falamos sobre a sua responsabilidade consigo mesma e com a sua comunidade. Agora, vamos para a sociedade!

Por que a minha empresa precisa combater a Síndrome da Impostora se quiser lideranças femininas?

Mulheres na liderança é uma pauta urgente. Necessária. Mas eu me preocupo muito com a saúde emocional e a responsabilidade que temos sobre essas mulheres.

Somos líderes em muitas áreas das nossas vidas e temos todas as condições de exercermos papéis de liderança dentro das organizações, mas isso não significa que temos que esquecer as soft skills.

A Síndrome da Impostora afeta de estagiárias a CEO’s, e as empresas não podem mais ignorar isso. Quando começamos a Mulheres no Comando no ano passado, entendemos como é necessário dar ferramentas práticas para transformar a história de uma mulher e fazê-la enxergar a grande líder que ela é.

trabalho de mentoria focado no mercado B2B é único, porque nos proporciona a vivência de dentro das empresas que querem construir uma liderança mais forte, poderosa e feminina, com igualdade de gênero e de salário.

Dessa forma, impactamos a vida das mulheres no B2C, com a nossa comunidade, e alimentamos a cadeia produtiva no B2B, mostrando para as empresas tudo o que elas podem ganhar quando acabam com a Síndrome da Impostora dentro da cultura.

Se você quer saber mais sobre como esse processo pode funcionar na sua empresa, clique no banner abaixo e fale com a gente. Agora, se você descobriu que existe uma Síndrome da Impostora dentro de você, bem-vinda ao time. Estamos juntas e vamos vencer!

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