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Feminismo

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As mentiras que te contaram sobre o Feminismo

É muito comum eu ouvir de algumas mulheres “Eu acredito na igualdade de direitos entre homens e mulheres, mas não me considero feminista.” A questão é que muitas pessoas ainda tem receio de se declararem feministas e falar sobre o feminismo por medo de serem consideradas radicais e não entenderam o real poder e importância desse movimento.

Segundo a ONU, o feminismo é o movimento de busca de igualdade de direitos e oportunidades e ressignificação do papel da mulher na sociedade e pela sua emancipação e autonomia.

No dia da mentira, decidi então falar 3 mentiras que contaram sobre o movimento para que possa refletir sobre ele e o que de fato ele representa.

1- Feminismo é um movimento radical 

É um movimento muito plural e muito rico, existem diversas pessoas que pensam e escrevem sobre o assunto, que vem evoluindo com o tempo, sendo assim, é um erro comum as pessoas pegarem a parte e julgarem o todo, selecionei algumas das principais vertentes:

  • Feminismo Liberal- Esse movimento busca pela igualdade de direitos entre homens e mulheres e que o objetivo não é abalar as estruturas que já existem na sociedade, mas inserir as mulheres dentro delas, aumentando a representatividade de mulheres nas instituições e empresas.
  • Feminismo Interseccional– Diferente do movimento liberal, o movimento interseccional vem justamente com o objetivo de que mostrar não existe um papel de mulher universal, mas que considerando diversos fatores como raça, posição social, orientação sexual e tantas outras coisas as mulheres ocupam papéis diferentes na sociedade e que ele deve ser levado em conta para construção de ações e políticas.
  • Feminismo Radical– Possui esse nome não por acreditar que devemos ser extremistas, mas que o problema de gênero está na raiz da concepção dos papéis de gênero. Para essa vertente, não adianta uma mulher se empoderar na individualidade, pois estruturalmente ela continuará sendo oprimida pelo machismo institucionalizado na sociedade patriarcal.
  • Feminismo Negro– É um movimento que surgiu exatamente por entender que a ideia universal de mulher que foi levantada pelo movimento liberal não leva em consideração a história e condição das mulheres negras, que muitas vezes não se sentem representadas em outras vertentes do movimento.

2- Feminismo é o contrário do machismo

O machismo é representado pelos os preconceitos traduzidos em pensamentos e comportamentos que colocam as mulheres e um papel de submissão e inferioridade aos homens.  É muito importante lembrar que não temos como ter um movimento que seja o “machismo reverso” porque como a nossa construção social coloca os homens em posição de privilégio, sempre que falamos sobre qualquer mudança ou avanço das mulheres na sociedade, estamos tratando de uma retratação histórica de muitos séculos de opressão e diminuição das mulheres na sociedade.

Por isso, jamais podemos colocar um movimento que busca pela igualdade de direitos e oportunidades para a construção de uma sociedade melhor em comparação aos preconceitos e discriminações que representam o pensamento machista.

3- Apenas as mulheres podem ser feministas

Equidade de gênero não é um assunto apenas das mulheres, é um assunto da sociedade e se queremos ressignificar nosso papel, precisamos repensar também o papel dos homens, afinal se olhamos do ponto de vista de tomada de decisão, os homens, brancos e héteros ainda ocupam a maior parte das posições de liderança e tem a responsabilidade de promover mudanças, que como eu comentei no meu artigo anterior, não vão trazer apenas benefícios para as mulheres, mas para a sociedade como um todo.

Claro, considerando que cada um possui um lugar de fala nesse movimento, em que as mulheres possuem as dores e experiências de ser um grupo minorizado e que os homens falam de um lugar de privilégios e que devem atuar como aliados e abrindo portas para essa mudança social.

Existem muitos preconceitos sobre o movimento feminista, mas eu acredito que precisamos pesquisar e conhecer mais à fundo os assuntos para que possamos opinar e nos posicionar sobre a pauta.

 

Texto escrito por: Jéssica Paraguassu

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